sábado, 2 de outubro de 2010

Minha primeira vez no Morumbi



Hoje, dia 2 de outubro, o estádio do Morumbi completa 50 anos. Recebi esta mensagem de um amigo são-paulino. E, então, reproduzo:

Minha primeira vez no Morumbi

Sábado, 15 de novembro de 1990. Aos cinco anos, pela primeira vez pisei no Morumbi. Me lembro de tudo. Do caminho, com meu pai, me contando histórias sobre o São Paulo Futebol Clube, dando recomendações do que fazer ou não, até os amendoins e sorvetes na arquibancada.

As lembranças permanecem na cabeça, mesmo passados 20 anos. O São Paulo ganhou do Grêmio por 1x0, gol de Elivélton. Recordo que num lance polêmico contra o Tricolor, falei que queria que fosse pênalti. Meu pai me deu bronca e eu retruquei: "Não, mas aí o Zetti defende!".

Mas uma lembrança, em especial, é impossível de ser esquecida. A sensação de sair dos corredores e avistar o gramado e arquibancadas do Morumbi. É uma visão fantástica, indescritível. E não me esqueço por um grande motivo: até hoje me emociono toda vez que faço este percurso e vejo aquele gramado impecável e toda aquela grandiosidade do templo do futebol.

E, a partir daquele dia, o Morumbi foi incorporado à minha história de vida. Lá passei grandes e inesquecíveis momentos. Primeiro, ao lado do meu pai, que me ensinou a amar o São Paulo. Depois, com amigos. Os mais diversos. Até sozinho, se preciso for.

Vi gols de Raí e defesas de Zetti. Fiquei de fora, barrado na porta, de jogo de Libertadores, com mais de 100 mil pessoas. Aplaudi França. Critiquei Jean e Júlio Santos. Briguei com os incoerentes que cornetavam Kaká (desde os tempos de Cacá) e aplaudiam Fábio Simplício. Gritei por Luis Fabiano. Comemorei gols e defesas do mito Rogério Ceni.

Claro, vi títulos. Muitos. Vi título paulista. Vi título brasileiro. E, principalmente, vi título de Libertadores. O ápice! Posso dizer que presenciei a criação dessa empatia entre São Paulo e Libertadores, uma combinação inigualável. Vivi tabus de clássicos, com vitória atrás de vitória.

Óbvio que não foram apenas alegrias. Acompanhei derrotas doloridas. Tomei chuva para ver o Tricolor perder de 4 do Cruzeiro. Levei multa para ver o São Paulo perder o jogo e um tabu de quatro anos para o Corinthians. Vi o Inter eliminar o Tricolor neste ano, mesmo com toda a luta.

Mas todos os momentos no Morumbi, bons ou ruins, estão e ficarão para sempre na minha memória. O estádio, que hoje comemora 50 anos, fez parte da minha formação, como homem, cidadão e torcedor são-paulino. Coisas que me orgulho e que, se Deus quiser, contarei para meus filhos e netos.

Obrigado, Morumbi. Obrigado por fazer parte da minha vida, me acolher e ser minha segunda casa.

Porque Cícero Pompeu de Toledo deixou de ser um nome para tornar-se um monumento, uma obra-de-arte em forma de estádio de futebol!


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Bem-vindo de volta, bom futebol


Bom futebol, muito obrigado por retornar à Seleção brasileira. Esse tempo em que esteve ausente nos fez ver o quão importante é sua presença em nossos gramados, ao lado de nossa camisa amarela. Obrigado por fazer o Brasil voltar a ser Brasil.

Bom futebol, eu sei que a culpa não era sua. Todos pediam sua volta, mas não é só questão de querer. É difícil que você apareça quando a prioridade é se defender e depois, se der, contra-atacar.

Bom futebol, eu fui um dos que sofri por você estar longe por tanto tempo. Mas entendia que não era por maldade. Que seria impossível você dar as caras em um time com dois volantes brucutus, em um time que tem o esforçado Elano como meia. E pior: que improvisa um lateral no meio!

É, bom futebol... você voltou em grande estilo. Veio com três atacantes, quase com pontas. Neymar, o melhor em campo, de um lado. O ótimo Robinho do outro. Um meia à moda antiga, clássico. Ganso é, e sempre foi, um craque! E, pasmem, tem até volante que sabe jogar.

O placar? Pouco importa. Legal foi ver o tal do bom futebol retornar. Aliás, ele estava afastado de nossos gramados desde 2005, quando o então quadrado mágico – em forma – atropelou a Argentina na Copa das Confederações.

Certo dia, após a vitória do Brasil sobre a Costa do Marfim na Copa, conversava com um amigo. Reclamava de Dunga, como sempre. Ele, defensor ferrenho da ‘coerência’, argumentava com números a permanência de Felipe Melo. Eu sugeri: “Então que tire o Gilberto Silva”. E ele me respondeu: “Mas o Dunga não vai tirar”.

Duas semanas depois deste diálogo, fiquei triste com a eliminação da Seleção. Mas fiquei feliz por saber que a minha forma de ver o futebol estava certa. Que o bom futebol jamais pode ser deixado de lado. Que ‘coerência’ e ‘comprometimento’ são adjetivos importantes, mas que devem ficar abaixo de quesitos como qualidade, habilidade e o dom de jogar bola.

Bom futebol, eu me rendo a você. Sou fã de alguns jogadores, me empolgo com outros. Mas reverencio, inteiramente, esta arte que me fez ser apaixonado por um esporte tão simples e mágico!

Então seja bem-vindo de volta, bom futebol. O Brasil é, sempre foi e sempre será, o seu lugar!

(...)

Ps.: Parabéns à Rede Globo por não transmitir o melhor jogo da Seleção desde 2005. A audiência da novela deve ter compensado. Não é?



segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Deco: problema ou solução?


Um elenco de qualidade. Um treinador que sabe o caminho. Grande investimento. E a liderança provisória. A receita do Fluminense para conquistar este Campeonato Brasileiro parece não ter erro.

A chegada do técnico Muricy deu a mentalidade vencedora que faltava. O time é ótimo: tem o melhor meia do futebol brasileiro, o - ironicamente - argentino Conca. Tem Fred, um centroavante fora de série. Uma defesa razoavelmente segura e dois bons laterais, bastante ofensivos: Mariano e Carlinhos.

Uma recente contratação, porém, pode prejudicar os planos do Tricolor carioca, que eu considero o grande favorito ao título do Brasileirão. A chegada da estrela luso-brasileira Deco (foto) pode causar mal-estar no elenco.

Valorizado, com passagens por Barcelona e Chelsea, além de disputar duas Copas do Mundo, o apoiador chega ao Fluminense após longa novela. O salário de Deco será de cerca de R$ 550 mil, fazendo com que o jogador seja o segundo mais bem pago do Brasil, atrás apenas do corintiano Ronaldo.

Qual efeito esta chegada pode causar no elenco? Não se sabe. Certa vez, o São Paulo investiu alto e trouxe o meia Ricardinho. A contratação não vingou e muitos diziam que havia grande ciúmes no elenco, principalmente pelo alto salário do jogador, que recebia cerca de R$ 300 mil. Era, inclusive, chamado de 'Trezentinhos' por alguns companheiros.

No Corinthians, porém, Ronaldo fez o contrário. Ganha quatro ou cinco vezes mais que os outros destaques do time. Mas é o Ronaldo. Campeão mundial, melhor do mundo em três oportunidades. Todos sabem que ele tem este valor e merece receber mais, por todos os seus serviços prestados ao futebol. É fenômeno e não há discussão.

Mas Deco é apenas o Deco, que sequer conseguiu ser titular na seleção portuguesa na última Copa. É uma chegada que agrega, sem dúvida, qualidade técnica ao Fluminense. Mas também pode trazer um clima nada agradável às Laranjeiras.

É esperar para ver!



quinta-feira, 29 de julho de 2010

São Paulo e Santos jogando: é 8 ou 80


Ficamos a semana toda esperando pela quarta-feira de futebol e, no final das contas, perdemos metade do espetáculo. Ou assistia à Libertadores ou a Copa do Brasil. Eu optei pelo torneio sul-americano.

A tentativa é de mudar de canal constantemente, acompanhar os dois jogos. É impossível. Mas dá para ter uma ideia de como as equipes se portam.

Mas vamos restrigir ao futebol paulista. Em uma emissora, o São Paulo. Na outra, o Santos. E a diferença entre um e outro foi gritante. O tal 8 ou 80.

A prioridade era ver Internacional x São Paulo. O jogo no Beira-Rio foi pegado. O Tricolor entrou mais ligado que nos últimos jogos, mas com o mesmo futebol: péssimo!

O time paulista entrou em campo com três objetivos: defender, defender e... defender! ERam 10 jogadores atrás da linha da bola e o Fernandão lá na frente, esperando lançamentos. Mas o que se via era única e exclusivamente chutões. O São Paulo desarmava e devolvia a bola para o Inter.

No outro canal, o bom e velho Santos estava de volta. Ganso, Neymar e Robinho deitaram e rolaram em cima do Vitória. Criavam oportunidades, uma atrás da outra, como no Paulistão. Foi uma aula de futebol.

Em Porto Alegre, a retranca do São Paulo, que mais parecia a Suíça, foi furada no segundo tempo. E, mesmo assim, o Tricolor só chutou ao gol aos 45 do segundo tempo. Foi uma vergonha! Um time sem jogadas, sem personalidade, com medo... salvaram-se apenas Rogério Ceni e o sistema defensivo.

Placar final: Inter 1 x 0 São Paulo. Foi pouco. O time gaúcho poderia ter feito 3 ou 4 e matado o confronto. O técnico Ricardo Gomes cometeu os erros de sempre: postou o time errado, não deu opções de saída para o contra-ataque, demorou para mexer, e mexeu errado, foi sereno, ameno, vendo seu time sendo massacrado em campo. Não é técnico para o Tricolor.

Lá na Vila, Neymar fez o primeiro. Após muitas chances perdidas, um pênalti - diga-se de passagem, em linda jogada do camisa 11. Na hora da cobrança, a tal cavadinha. O goleiro Lee ficou parado e defendeu. O atacante chegou a ser vaiado pela torcida.

Todos sabem que eu tenho minhas restrições ao futebol de Neymar. Acho que ainda falta muito para ser o craque que dizem. Mas ontem, justiça seja feita, jogou muito. Driblou, armou, finalizou... o pênalti pesa contra, mas faz parte do processe de amadurecimento. Na sequência, Marquinhos fez o segundo de falta.

Placar final: Santos 2 x 0 Vitória. Também foi pouco. O Santos podia ter goleado, confirmado o título e garantido vaga na próxima Libertadores. Mas creio que a taça não fuja dos santistas. Até por merecimento!

Já no Morumbi, a decisão está mais aberta. Mas ainda acho que o Internacional tem um certo favoritismo. Até porque, com esse futebolzinho, o São Paulo não assusta ninguém.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Carta de um são-paulino aos jogadores


Reproduzo aqui uma carta de um são-paulino, na torcida pelo tricolor chegar à final da Libertadores.

"Jogadores do São Paulo Futebol Clube,

Queria eu ter a chance de entrar no vestiário do Beira-Rio e falar com vocês. Mas não tenho essa honra. Por isso, escrevo essa humilde carta, passando a força dos tricolores para vocês!

Semi-final de Libertadores. Vocês têm noção da dimensão disso? A Libertadores é, simplesmente, o sonho dos torcedores do São Paulo. É uma força que vem de fora para dentro, da torcida para o campo. É diferente, é maior, é mágico. São Paulo combina com Libertadores e Libertadores combina com São Paulo.

Vocês lembram do Edcarlos? Isso, o zagueiro. Vocês sabem onde ele está? Nem eu! Ele é craque? Jamais. Bom jogador? nem isso. Mas entrou para a história desse clube, o maior do Brasil, porque ganhou a Libertadores e o Mundial. Ele não serve para engraxar a chuteira do Miranda e do Alex Silva. Mas está na história do São Paulo Futebol Clube.

E é isso que vocês têm que entender. A Libertadores está acima de tudo para os são-paulinos. Significa a retomada de bons tempos para os mais velhos, a chegada da glória novamente para os mais novos. Muitos, como eu, não viram perfeitamente como foi 92/93, mas se emocionaram ao ver 2005. É algo fora do comum, um sonho realizado!

Decisão contra o Inter. Vocês sabem que perdemos a final da mesma Libertadores para eles em 2006? Lembram que um narradorzinho gaúcho disse que o Inter pisou na camisa do São Paulo? Rasgou, humilhou o campeão do mundo... Isso significa muito para os torcedores. Aquele time de vermelho está engasgado na garganta dos tricolores. É hora da revanche!

E nós não precisamos de nenhum milagre. Nós temos o melhor time do Brasil. Basta que queiram fazer história, estar nas páginas mais bonitas do maior clube do país.

Rogério Ceni, eu sei que para você eu não preciso falar nada. A nação tricolor confia em você e sabe que, em qualquer momento, você estará lá. Seja para defender, seja para atacar, seja para motivar. Você é nosso representante em campo! Lembre de 2006, da falha... hora da redenção!

Alex Silva, meu caro... pedimos apenas que você mantenha o que está fazendo. Está sensacional em sua volta ao Maior do Mundo. Vibração, raça e técnica, tudo aliado. Vibramos com você em cada desarme! Não alivie UMA para o Rafael Sóbis!

Xandão, você é muito bom. Chegou com desconfiança e pode ter certeza que hoje os 14 milhões de tricolores sabem das suas qualidades, tanto no desarme, nas saídas rápidas para o ataque... confie em seu potencial e vamos para cima deles!

Miranda, ou Mi-ran-da, para a nação tricolor. O melhor zagueiro que eu vi jogar no São Paulo. Tecnicamente é melhor que o Lugano, nosso ídolo. Extremamente técnico, uma muralha. Só falta vibrar com o Tricolor. Se jogar com raça, nossa defesa é intransponível.

Jean, sabemos que a ala não é a sua e que está quebrando um galho. Mas tem velocidade, marca muito bem, colabora com a defesa. Jogue sua vida nesses confrontos e será recompensado. Vibre como o Cicinho e já terá meio caminho percorrido.

Rodrigo Souto, nosso volante. Marque. Mas marque com gosto. Pegue D'Alessandro, pegue Giuliano, pegue Andrezinho. Pegue, rache, desarme, vibre. Comande as ações defensivas, pois você é muito bom!

Hernanes, nosso camisa 10. Dizer para você driblar (com a tradicional pedalada), chutar com os dois pés, armar, marcar... mas isso tudo você já sabe. Você é craque. Vibre como contra o Cruzeiro. Faça questão de estar na história do Tricolor, como camisa 10 da conquista do Tetra. Você é acima da média. Muito acima da média. Prove isso!

Marlos, enfim, nosso meia. Não podem te dar um palmo de chão, porque você dribla. Habilidade ao extremo, entrosamento com Fernandão e Dagoberto. Não sinta a pressão do jogo, mas sinta o quanto dependemos das suas jogadas para triunfar. Precisamos de você no jogo.Você é essencial ao nosso esquema.

Júnior César, o Usain Bolt tricolor. Contratamos um lateral que destruiu o Tricolor na Libertadores de 2008. Ele teve lampejos no São Paulo, mas ainda não é 'aquele' que trouxemos. Você pode mais. Infernize o lado direito dos gaúchos, vá pra cima, apóie... igual contra o Cruzeiro, quando você desequilibrou!

Dagoberto, vi você surgir no Patético-PR e dizia: 'esse é craque'. Quando veio pro Tricolor, dei pulos de alegria. Conquistou 3 brasileiros. Mas sabe de uma coisa? Você pode mais. Você pode nos dar uma Libertadores, com um drible, uma jogada individual, uma assistência... nós contamos com você mais do que nunca contra o Inter. Vá pra cima deles, entorte aqueles zagueiros caneludos e faça história. Você pode!

Fernandão, ah, Fernandão, como eu te xinguei. Tudo bem, você fez sua função. Mas é hora de nos recompensar. Queremos a Libertadores que você nos tomou em 2006. Sua qualidade é indiscutível. Sabe fazer gols, volta para armar... é um líder. Mostre para os demais o quanto um título desses pode mudar uma carreira, fale como estar na história de um clube faz com que o jogador esteja pra sempre na memória do torcedor.

Ricardo Gomes, quantas críticas. Muitos te criticaram, alguns até te demitiram. A tempestade passou e a Libertadores chegou. Agora não tem tática. Pouca importa o 3-5-2, o 4-4-2... mostre para os jogadores que eles estão a um passo da história. A Libertadores pode significar uma nova vida para todos. Nos dêem essa alegria. Passe a importância de estar 100% ligado e, principalmente, que 14 milhões de são-paulinos estarão jogando com vocês nesta quarta!

Aproveito e exalto o 'espírito' de Zetti, Ronaldão, Lugano, Mineiro, Raí, Danilo, Muller, Amoroso e, principalmente, do nosso mestre Telê Santana que, de onde estiver, estará guiando nossos guerreiros nesta batalha.

Como disse o nosso capitão, 'não importa o que aconteça, os de branco têm que entrar lá e atropelar os de vermelho'!

Eu e os outros 14 milhões confiam, acreditam e, acima de tudo, apóiam vocês!

'Minha Copa do Mundo é a Libertadores e meu coração tem três cores: vermelho, preto e branco'.

Vamos São Paulo, vamos ser campeão!"


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Os novos manos do Mano


Mano Menezes fez sua primeira convocação para a Seleção brasileira. Muitas novidades, apenas quatro remanescentes da Copa do Mundo e algumas surpresas.

A maioria já era esperada. Casos de Ganso, Neymar, Hernanes e Pato. Outros não eram aguardados, como o lateral Rafael e o volante Jucilei.

Vamos à análise da lista dos convocados de Mano:

GOLEIROS
Victor (Grêmio)

Convocação previsível. Bom goleiro, que foi injustamente excluído da lista para a Copa. É seguro, relativamente novo e deve compor as convocações.

Jefferson (Botafogo)
Completa surpresa. Faz uma boa temporada, mas não tanto para chegar à Seleção. Aliás, o cruzeirense Fábio merecia uma oportunidade.

Renan (Avaí)
Goleiro novo, com personalidade. Faz um bom Brasileirão e é uma aposta para o futuro.

LATERAIS
Daniel Alves (Barcelona – ESP)

Um dos poucos remanescentes da Copa. Ótimo lateral, com idade para chegar bem ao Mundial de 2014. Estaria presente em qualquer lista.

Rafael (Manchester United – ING)
Foi ainda adolescente para a Inglaterra e começa a ter suas primeiras chances no Manchester. Parece ser bom jogador, mas ainda está cru para a Seleção. Mas pode ser um dos jogadores das Olimpíadas de 2012.

Marcelo (Real Madrid – ESP)
Eterna promessa da lateral, ainda não se tornou o grande jogador que se espera. Começa esse novo ciclo com uma nova oportunidade. Talvez a última com a amarelinha.

André Santos (Fenerbahce – TUR)
Teve uma ótima temporada em 2009 comandado por Mano Menezes. É bom lateral, apóia muito bem o ataque e pode estar nos planos futuros.

ZAGUEIROS
Thiago Silva (Milan – ITA)

Excelente zagueiro, presente no Mundial de 2010, e que deve liderar a zaga nesta nova geração. Sem contestação alguma!

David Luiz (Benfica – POR)
Desejado pelo Real Madrid, o defensor tem sua primeira chance. Confesso que ainda não vi nenhuma partida, mas falam muito bem do jogador.

Réver (Atlético-MG)
Muito bom zagueiro, mas ainda sem atuar no clube mineiro. Tinha o nome cogitado por jogar no Brasil e dificilmente integrará as futuras listas.

Henrique (Racing Santander – ESP)
Foi muito bem como jogador do Palmeiras. Na Europa, não teve o mesmo sucesso. É bom, mas estranha por não estar atuando. Pode, se tiver sequência no futuro clube, estar nas próximas convocações.

VOLANTE
Lucas (Liverpool – ING)

Foi comandado pelo Mano no Grêmio e era figura quase certa na lista. Jovem, deve integrar a Seleção brasileira . Ainda mais porque temos poucos primeiros volantes de qualidade.

Sandro (Internacional)
Bom marcador, deve deixar o clube gaúcho após a Libertadores. É novo e pode fazer parte do projeto para as Olimpíadas de 2012.

Ramires (Benfica – POR)
Uma das poucas boas figuras na Copa de 2010. É um belíssimo jogador e pode ser inclusive titular. E com justiça!

Jucilei (Corinthians)
Estranho. O lógico seria uma chance para Elias, titular do time. Mas Jucilei é mais jovem e talvez isso tenha pesado na escolha. Prefiro pensar assim. De qualquer forma, é bom jogador, mas não ainda para a Seleção.

MEIAS
Hernanes (São Paulo)
Tá, ele não é meia. Mas é um jogador que pode ser aproveitado mais à frente, pela qualidade que tem. Era figurinha presente em 9 de cada 10 comentaristas, pois é um volante completo.

Paulo Henrique Ganso (Santos)
Esse sim um meia de verdade. E à moda antiga. Um camisa 10, como o Brasil precisa. Sempre achei um craque e jamais poderia ter ficado de fora da Copa de 2010. Enfim tem sua merecida chance e não deve sair mais.

Carlos Eduardo (Hoffeinhem – ALE)
Tá, ele não é meia. Pelo menos para mim não. Sempre jogou como atacante no Grêmio e foi recuado na Alemanha. Não vejo qualidade para chegar à Seleção. Muito menos como meia.

Ederson (Lyon – FRA)
Surgiu como promessa na França, mas não correspondeu a altura ao chegar ao Lyon. Segue como uma aposta. Mas longe de merecer uma chance. Ele é jogador do Carlos Leite? Acho e espero que não!

ATACANTES
Robinho (Santos)
Boa figura na Copa e presença garantida na Seleção. Porque sempre joga quando precisa. Aliás, é um dos poucos. Titular absoluto!

Diego Tardelli (Atlético-MG)
Artilheiro do Galo e sempre com boas atuações. Foi chamado por Dunga e merece novas oportunidades. Menos que apenas para brigar por uma vaga no banco.

Neymar (Santos)
Tenho minhas restrições, não acho o craque falam, mas foi uma justa lembrança. É novo e fará parte do projeto para 2014.

Alexandre Pato (Milan – ITA)
Sempre fui um grande admirador do Pato. Infelizmente não vingou na Seleção. Quem sabe não seja um bom recomeço, até porque é bastante jovem.

André (Santos)
É jovem, fez seus gols, foi negociado. Mas Seleção é demais para ele. É um jogador regular e que, ao meu ver, não deve estar entre os convocados.

Quem faltou?

No gol, eu levaria o Fábio, do Cruzeiro.

Acho que os zagueiros do São Paulo (Miranda e principalmente Alex Silva) deveriam estar na lista. Claro que não foram convocados por causa da Libertadores. Espero que estejam nas próximas listas.

Como volantes, eu mudaria bastante. Daria uma chance para Pierre (Palmeiras), Williams (Flamengo), Elias (Corinthians) e Arouca (Santos). Nas meias, acho que Diego (Juventus), Diego Souza (Atlético-MG) e o ótimo Wesley (Santos) poderiam estar presentes.

No ataque, temos o maior número de opções. Poderia chamar o Kléber (Palmeiras), Fred (Fluminense) e estaríamos muitíssimo bem servidos na frente.

Enfim, começo de trabalho... temos que ter paciência com as convocações de Mano e ver como o time irá se portar, com uma nova formação e uma nova filosofia.

Na educação, as entrevistas já melhoraram infinitamente. É um bom começo!

sábado, 24 de julho de 2010

Mano sempre venceu Muricy. Agora, na Seleção


Tá, esquece tudo. Ricardo Teixeira convidou Muricy Ramalho. Ricardo Teixeira anunciou Muricy Ramalho como novo técnico da Seleção. Mas se precipitou, adiantou a resposta do treinador e proporcionou um papelão histórico na CBF.

Antes que a poeira baixasse, Teixeira buscou a segunda opção. Uma recusa – a terceira, depois de Felipão e Muricy - teria sido fantástica. Mas era improvável. Poucos negam a Seleção.

E Mano Menezes foi o escolhido. O gaúcho era um dos favoritos e, ao meu ver, está no mesmo nível de Muricy. Ambos mereciam, têm bons currículos e são competentes. Não eram meus prediletos, mas é apenas questão de gosto. Eu apostaria no futebol ofensivo de Luxemburgo.

De qualquer forma, a chegada de Mano é bem-vinda. E merecida! Desde o Grêmio, montou times competitivos, que sabem jogar e marcar. Suas equipes contam com uma organização tática admirável.

Gosta do 4-4-2, com dois meias ofensivos. Mas também tem uma ligação com o 4-3-3, o que eu gosto muito. Deve dar oportunidade para jogadores com mais qualidade, que estavam esquecidos, como Hernanes e Elias.

Sempre levou vantagem nos confrontos com Muricy. Quando estava no Grêmio, bateu o rival na Libertadores de 2007. Chegando ao Corinthians, pôs fim ao tabu do clássico paulista e fez o Timão voltar a vencer o São Paulo. E quando parecia que tinha perdido a batalha para Muricy, a reviravolta aconteceu.

A postura, sempre serena, também conta a favor do gaúcho. Mano tem ótimo contato com a imprensa e, mesmo nas ocasiões mais tensas, manteve a calma no trato com os jornalistas. Diferente de Muricy e, principalmente, de Dunga.

Mano Menezes, então, chega com respaldo da mídia, dos torcedores e da CBF. Deixa órfãos, como disse o presidente Andrés Sanchez, o Corinthians e os corintianos. Mas é por uma boa causa, quase irrecusável.

O ‘quase’ vem por conta de Muricy Ramalho. Ético, competente e trabalhador. Espero que não se arrependa ao perder três jogos seguidos e o Fluminense resolver demiti-lo. Afinal, todos os times brasileiros são iguais!